Historial

O Centro de Bem Estar Social da Sagrada Família é uma Instituição católica que emergiu na década de cinquenta e sessenta, em consequência da fé, do amor e da dedicação do seu fundador, Pe. Manuel Antunes.
O bairro da Conchada foi um dos locais da paróquia de Santa Cruz, que mais despertou a atenção do Pe. Manuel Antunes. Assim, a 11 de novembro de 1957, alguns elementos da Obra da Sagrada Família, em estreita colaboração com o seu fundador, começaram a sua ação educativa, no Bairro da Conchada, utilizando as instalações do Centro Operário Católico, durante todas as tardes, na ocupação dos tempos livres das meninas, uma vez que não era possível abranger todos. 
A 1 de setembro de 1959 é apresentado para apreciação dos serviços competentes da Câmara Municipal de Coimbra, o projeto de construção da "Casa de Trabalho e Educação Infantil",  elaborado pelo Arquiteto Manuel Travassos Valdês, obra a construir na Rua Padre Melo, Alto da Conchada, pela "Obra da Sagrada Família ou Instituto Labor Christi", designação do Instituto Secular da Sagrada Família (ISSF) àquela data. 
Após várias diligências a fim de adquirir a cedência de terreno para implemetação do edifício, a Direção da Obra da Sagrada Família, fiel às convicções do seu fundador, aceita a cedência do terreno a titulo precário e inicia as obras de construção do Centro que terminam em dezembro de 1962.
A 22 de fevereiro de 1962, foram aprovados os primeiros estatutos com a denominação de "Centro de Assistência Sagrada Família" pela então Direção Geral de Assistência, sendo a sua publicação a 19 de março de 1962.
A 15 de dezembro do mesmo ano, fez-se a inauguração do edifício, estando este já a funcionar, com as valências de creche, jardim infantil e salas de estudo. A inauguração coincide com o primeiro dia de abertura às crianças e famílias do Bairro da Conchada. 
A ação desenvolvida nao se confina ao espaço físico do Centro, o Bairro da Conchada é lugar privilegiado de ação e envolvimento dos elementos do Instituto com as famílias. Depreendemos que a primeira fase da história do Centro é marcada pela dedicação e o sacrifício, dos elementos do ISSF, que enfrentam no dia a dia o desafio de melhorar a qualidade de vida das crianças e famílias do seu tempo. 
A obra concretizada deu lugar a um empreendimento de educação e transformação social que assenta na ideologia de que "Educar e acarinhar as crianças de hoje é transformar o mundo de amanhã".
Nos anos 90, o Bairro da Conchada integrava uma população com extrema pobreza, caracterizada por desemprego e emprego precário. Das famílias destruturadas, emergiam problemáticas famíliares que conduziam a situações de risco para as crianças pelo que era urgente dignificar as famílias e criar condições de dignidade de vida para todos. 
Em 1995, a "cidade de latas" deu lugar a um empreendimento de habitação social de 28 fogos, onde passados alguns anos de obras, viriam a ser realojadas algumas famílias. Outras porém, viveram a angústia da sua deslocação para outros pontos da cidade, nomeadamente para os bairros da Rosa e Ingote para que se pudesse demolir as barracas. Só em setembro de 2009 receberam a chave das novas habitações do Bairro Municipal da Misericórdia, na Conchada. 
Em virtude do terramoto de 1969 e devido à estrutura geológica dos terrenos do Alto da Conchada, o edifício começou a apresentar sinais de fissuras que foram aumentando visivelmente no decorrer do tempo pelo que foi pedida a intervenção do Gabinete de Apoio Técnico da Segurança Social, onde é determinada a demolição de parte do edifício. No final dos anos 70, o ISSF, fiel à missão da obra educativa e social que tinha iniciado, lança-se na reconstrução do edifício, encerrando o berçário e a creche e reabrindo as suas portas às crianças do Bairro, nas valências de jardim de infância e tempos livres, sem estrutura de apoio a serviços de refeições. 
Entretanto, no início dos anos 90, as instalações tornam-se deficitárias. As refeições já se preparavam numa cozinha de pequenas dimensões, não existindo refeitórios e, por isso, as crianças do jardim de infância tinham as suas refições nas salas de atividade, enquanto as crianças de CATL iam almoçar a casa. Nesse período, dá-se início a obras de ampliação das instalações, nomeadamente a construção e equipamento de cozinha, lavandaria, salão polivalente para ginástica, zona de higienização e garagem para a carrinha que haveria de transportar as crianças a várias escolas da cidade. 
A ampliação das instações do Centro, possibilitou responder com qualidade às exigências da época, no entanto a creche abriria com 22 crianças dos 12 aos 36 meses, ainda que com autorização provisória por se situar numa zona de arrumos. Assim, o Instituto da Segurança Social, aconselha a premência de proceder a obras de restruturação da resposta social de creche, atendendo a que os acordos de cooperação só permitiriam aumento de capaciadade se as instalações assegurassem funcionamento de berçário. No entanto, para construir uma creche com berçário e dar cumprimento ao projeto, de acordo com a legislação em vigor, era absolutamente necessário remodelar e ampliar o edifício existente. Assim procedeu-se à candidatura ao programa de alargamento de equipamentos sociais (PARES), criado pela portaria nº 426/2006 de 2 de maio, pelo XVII Governo Constitucional. 
Quando tudo parecia antever a brevidade do início das obras, houve necessidade premente da revisão dos projetos de especialidades, em consequêcias das alterações legislativas no âmbito do Sistema Nacional de Certificação Energética e Qualidade do Ar, deceorrente da lei nº 78/2006, de 4 de abril, aplicável a todos os edificios a partir de 2009. 
O deferimento da candidatura ao PARES II, viria a acontecer posteriormente a esta revisão, contudo 
contudo levou a um aumento significativo das despesas previstas.

A superação de todas as dificuldades, foi finalmente sentida quando abrimos de novo às crianças e famílias em dezembro de 2010. Entre a adjudicação e a inauguração, passaram meses de sacrifício suplementado pela alegria de continuar a desenvolver a missão que nos foi confiada pelo fundador.